Como já havia adiantado, passei o
feriadão da Proclamação da República em um sítio no interior de Goiás. Muito
bom!
Fomos eu, minha mãe, minha irmã e
seus dois filhos (um na realidade é nosso primo) e seu esposo.
Antes de chegar ao destino, na
cidade, nos juntamos a minha tia, um de seus filhos, três netos pequenos (nove,
sete e dois anos), uma agregadinha (vizinha dela de seis anos) e os sogros
dela.
Então, ao todo, foram quatorze pessoas: cinco crianças, um adolescente,
dois idosos e seis adultos.
Levamos tanta comida, dava para
alimentar um batalhão. Lá tudo foi feito em um fogão a lenha. A casa tinha
energia elétrica. Esse era o único luxo da
modernidade. Nem pensar em televisão,
Internet e computador.
O sítio fica na região do Rio São
Marcos, no município de Cristalina-GO. Boa parte do lugar foi alagada em
virtude da construção da Usina do Facão. Os rios e nascentes virarão uma imensidão de água.
É “interessante” ver árvores grandes e antigas encobertas. Olhando pela janela
da casa, dá pra ver o aguaréu. Achei bonito (não falarei aqui sobre os impactos
ambientais). Vi o antes e o depois. Minha irmã e seu marido foram indenizados
por ter uma parte de suas terras alagadas.
Para chegar foram 186 km, sendo 35 de estrada
de chão.
Pescar e banhar no rio foram as
principais atividades. As crianças tavam que não se aguentavam de tanta
felicidade. Toda hora queriam tomar banho! “Tia, me leva lá?!” O lugar é
perigoso, muito fundo, mas dá pra ficar na beiradinha, com os olhos bem abertos
e fixados nos baixinhos (que na realidade são altinhos).
Já a maioria dos adultos queria
mesmo é pescar. Confesso que eles não pegaram muita coisa não. Mas nos três
dias estavam lá, com suas histórias de pescadores.
Eu não pesquei, mas um dia fiquei
vendo minha mãe fazê-lo. Fui diversas vezes no rio e também li dois livros lá. Certamente
se tivesse internet, não teria feito a proeza de ler dois em dois dias.
Levei meu tênis, para caso
tivesse uma inspiração divina, fazer alguma atividade física. As únicas que fiz
foram a “natação” e a começão.
A noite da roça é linda. A lua e
as estrelas ficam com um brilho diferente, sem as luzes da cidade. Mas o bicho
pega também. Os mosquitos eram um perrengue. Eu bem que podia ter levado meu
ventilador.
Dormir em colchão no chão eu
gosto muito. Dá a real sensação de casa cheia, de gente e de alegria.
Esses dois dias e meio foram
mágicos. Gostei demais.