terça-feira, 19 de novembro de 2013

Brilho diferente

Como já havia adiantado, passei o feriadão da Proclamação da República em um sítio no interior de Goiás. Muito bom!

Fomos eu, minha mãe, minha irmã e seus dois filhos (um na realidade é nosso primo) e seu esposo.

Antes de chegar ao destino, na cidade, nos juntamos a minha tia, um de seus filhos, três netos pequenos (nove, sete e dois anos), uma agregadinha (vizinha dela de seis anos) e os sogros dela.

Então, ao todo, foram quatorze pessoas: cinco crianças, um adolescente, dois idosos e seis adultos.

Levamos tanta comida, dava para alimentar um batalhão. Lá tudo foi feito em um fogão a lenha. A casa tinha energia elétrica.  Esse era o único luxo da modernidade. Nem pensar em  televisão, Internet e computador. 

O sítio fica na região do Rio São Marcos, no município de Cristalina-GO. Boa parte do lugar foi alagada em virtude da construção da Usina do Facão.  Os rios e nascentes virarão uma imensidão de água. É “interessante” ver árvores grandes e antigas encobertas. Olhando pela janela da casa, dá pra ver o aguaréu. Achei bonito (não falarei aqui sobre os impactos ambientais). Vi o antes e o depois. Minha irmã e seu marido foram indenizados por ter uma parte de suas terras alagadas.

Para chegar foram 186 km, sendo 35 de estrada de chão.

Pescar e banhar no rio foram as principais atividades. As crianças tavam que não se aguentavam de tanta felicidade. Toda hora queriam tomar banho! “Tia, me leva lá?!” O lugar é perigoso, muito fundo, mas dá pra ficar na beiradinha, com os olhos bem abertos e fixados nos baixinhos (que na realidade são altinhos).

Já a maioria dos adultos queria mesmo é pescar. Confesso que eles não pegaram muita coisa não. Mas nos três dias estavam lá, com suas histórias de pescadores.  

Eu não pesquei, mas um dia fiquei vendo minha mãe fazê-lo. Fui diversas vezes no rio e também li dois livros lá. Certamente se tivesse internet, não teria feito a proeza de ler dois em dois dias.

Levei meu tênis, para caso tivesse uma inspiração divina, fazer alguma atividade física. As únicas que fiz foram a “natação” e a começão.

A noite da roça é linda. A lua e as estrelas ficam com um brilho diferente, sem as luzes da cidade. Mas o bicho pega também. Os mosquitos eram um perrengue. Eu bem que podia ter levado meu ventilador.  

Dormir em colchão no chão eu gosto muito. Dá a real sensação de casa cheia, de gente e de alegria.

Esses dois dias e meio foram mágicos. Gostei demais. 

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