Tenho muita vontade de ter um
filho, ou melhor, uma filha. Já fui uma tentante, mas não aconteceu. Será que
foi um autoboicote?
Quando estava em um
relacionamento sério, engravidar era minha meta, até brincava que só queria me
casar quando isso acontecesse. Acreditei que tinha problemas. Fiz todos os
exames possíveis e imagináveis, mas eles não existiam, nem em mim e nem no “provável”
pai.
Depois de um tempo, percebo que
havia, sim, um problema sério: emocional. Fazíamos poucas tentativas no mês,
minha libido estava muito ruim, não tinha vontade de “treinar”. A recomendação
era três vezes por semana, mas estava longe(!) disso. Acho que não era para
sermos um casal, essa foi a questão.
Cheguei a essa conclusão depois do nosso término, pois a minha vontade
de transar voltou com toda força.
O engraçado que a apatia e falta
de vontade não eram por falta de amor, pois isso eu tinha (e tenho, em outro
nível, é claro) de sobra. Acho que procurei o profissional errado: ao invés de
um ginecologista, poderia ter sido um psiquiatra ou psicólogo. O problema
estava em minha cabeça.
Nenhum comentário:
Postar um comentário